A pesca desportiva em Portugal

domingo, novembro 20, 2005

Chumbadas

Quando compramos chumbadas novas, elas trazem aquele brilho metálico característico. Não há dúvida que elas com o tempo e com a corrosão começam a ficar mais escuras. Não podemos esquecer que os brilhos que elas fazem são muitas vezes as causas de poucas capturas, visto que os peixes tem tendência a assustar-se. Como gostamos de ter bons resultados desde o início, um dos "truques" que uso é deixá-las durante a noite em vinagre. Vão ver que escurecem rápidamente e não precisam de várias sessões de pesca até elas ficarem "aptas".
Vão lá molhar a minhoca,

terça-feira, agosto 23, 2005

Os anzóis

A pedido duma leitora deste nosso/vosso blog, vou tentar deixar aqui umas ideias básicas de como escolher os anzóis a utilizar em cada sessão de pesca. Para escolher um anzol, temos que ter uma ideia pré-definida de que peixe queremos apanhar, cpois não vamos colocar um anzol para pescar safios com a intenção de apanhar um sargo ou vice-versa. Eu tenho por hábito utilizar anzóis grandes, pois evita-me estar a ferrar peixes que por tão pequenos que são nem os levo para casa e tem a vantagem que quando a iscada é pequena, a maior parte das vezes os bons exemplares nem lá vão. Nesta altura do ano está muito em moda a pescar carapaus à bóia nas nossas costas e, como já devem ter visto a boca dum carapau, repararam quem tem uma capacidade de abertura enorme. Para estes casos utilizo anzóis do nº4 ao nº2, o que normalmente impede o peixe de embuchar, tornando assim mais rápida a acção de voltar a pescar. para o caso do sargo, já pode variar do local de pesca e do tamanho dos exemplares abundantes, aí decido-me por medidas do nº6 (muito raramente) ao nº3, mas sempre com anzóis curvos. Para a dourada e robalo uso o nº1, 1/0 pois acredito que para estes peixes só um exemplar com mais de um quilo pode interessar um pescador. Atenção que a dourada é um peixe que com os seus dentes consegue partir fios e até mesmo anzóis, apostem da qualidade dos empates.
Outro aspecto a ter em conta é a côr do anzol, mas este é mais simples de responder. Anzol côr prateada para iscos "brancos", anzóis bronze para iscos escuros (ex: prateados para sardinha, ameijoa, camarão, etc; bronze para casulo, tiagem, coreana, etc).
Eis por exemplo alguns anzóis que utilizo:
1- Anzol para safio, prateado, maciço, com 9 cm de haste; 2- Anzol prateado de argola para robalos e douradas (pode não ser de argola); 3- Anzol para sargo e carapau de medidas diferentes; 4 - Anzol bronze.
Evite sempre comprar anzóis já empatados, mesmo que sejam pequenos e dêem trabalho a empatar. Não se esqueçam que a qualidade da seda (linha) conta muito. Uma técnica que eu utilizo é não voltar a iscar com a mesma baixada que capturou um safio, robalo ou dourada.
É fácil empatar anzóis e a prova disso está mais abaixo num expectacular artigo escrito pelo nosso colega Pescador.
Vão lá molhar a minhoca,

segunda-feira, agosto 15, 2005

Sobre a praia de S. Lourenço

Infelizmente, à muito tempo que circula e continua a circular um e-mail sobre esta praia. Vou-vos transcrever um artigo que eu já tinha colocado do meu blog assim como os comentários que lá ficaram. Afinal de contas, também é sobre pesca.
Eis o e-mail que circula:
"Título: Verdade ou não é melhor estar atento, não acham???Na Ericeira... ATENÇÃO AO PEZINHO DENTRO DE ÁGUA ... (e depois vem a treta que se segue)
Praias portuguesas estão a ganhar novos clientes. Estes "pequenos" animais (o da foto media só 1,80m e pesava 80kg) andam muito perto da Costa Portuguesa. Têm sido avistados entre Sesimbra e Peniche. Dizem os "entendidos" que a conjugação do progressivo aquecimento das nossas águas com a escassez de alimento, leva estes bichinhos a aproximarem-se cada vez mais da costa. O exemplar da foto foi capturado a menos de 10mt da praia de S. Lourenço - Ericeira."
Depois apresentam esta foto:


Agora digo-vos eu: a praia de S. Lourenço fica situada a norte da Ericeira. É uma das praias onde mais gosto de ir "dar banho à minhoca". Além de ir à praia, conheço todos os pesqueiros ali circundantes e inclusivamente 99% dos pescadores e conterrâneos (para quem não sabe, tive lá um estabelecimento comercial e morei a cerca de 1 km desta praia). Que me dissessem que aparecem safios de 9 kg, robalos com mais de 6 kg, moreias e muito esporádicamente raias... ainda vá que não vá, afinal é o meu pesqueiro favorito e também eu já de lá "saquei" esses matulões. Caso reparem na foto, ela é tirada na parte traseira dum barco, provavelmente num concurso de pesca ao chamado de "tubarão azul", que já agora podem ficar a saber que o verdadeiro nome é Tintureira/Guelha, Prionace glauca. Como tal, a notícia é falsa e garanto-vos que vou continuar a pescar em S. Lourenço e a ir a banhos descansadinho! Os comentários deixados copiei-os para o local deles.

Vão lá molhar a minhoca,

sábado, agosto 13, 2005

Nevoeiro


O nevoeiro é uma grande ajuda para os pescadores. O peixe aproxima-se mais da costa com o céu encoberto. Além disso, para quem pesca só no verão e não "engraça" em pescar à noite, ajuda também a que não haja reflexos na água que nos impeçam de ver a bóia (se for esse o tipo de pesca que estivermos a praticar) e ajuda-nos a suportar o calor. Esta foto foi tirada ontem às 11,30 horas da manhã, não é fácil de encontrar tempo assim. Já sabem, com nevoeiro é sempre de ir experimentar, mas eu pessoalmente prefiro pescar à noite e/ou com chuva.
Vão lá molhar a minhoca,
Pescas

quarta-feira, agosto 10, 2005

Boca do Inferno

A Boca do Inferno é um local onde podemos por vezes ir “matar” o vício da pesca. A técnica mais utilizada é a de pescar à bóia. Eu pessoalmente, e visto as características do pesqueiro que não exige canas grandes, sempre que lá vou equipo-me com uma cana Barros Gold Class de 4,50 mts e acção 8-80gr. Esta cana, especial para pescas “fortes”, permite-me além de pescar à bóia, pescar à chumbadinha (cagadinha) ou até mesmo ao fundo se as águas estiverem calmas. As espécies predominantes na zona são o sargo e o sarrão, mas nesta altura do ano também se apanham carapaus, sardas e cavalas. Aqui como isco costumo utilizar o casulo e a coreana. Se pescarmos com anzóis pequenos, facilmente apanharemos sarguetas mais pequenas que o nosso relógio, peço-vos que as devolvam à água para que mais tarde possamos continuar a praticar este nosso desporto. Muito cuidado neste local porque mesmo com o mar relativamente calmo, uma onda pode-nos “vir buscar” sem avisar. Concerteza estão informados das inúmeras mortes que aqui existem. Defendam sempre a pesca em segurança.
Vão lá molhar a minhoca,
Pescas

sexta-feira, agosto 05, 2005

Os pontões...


…são uma preciosa ajuda ao pescador que quer colocar o seu isco em águas mais profundas ou depois da linha de rebentação. Muitas vezes ao chegar-mos à praia deparamos com ondas enormes ou a rebentarem muito longe, sendo assim impossível colocar a nossa iscada nos locais ideais. Ao pescar em pontões (naturais ou artificiais), o pescador consegue “acrescentar” aqueles metros que faltavam e que podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma pescaria. Existem outros truques que podemos utilizar para lançar mais longe. Umas das técnicas a usar é utilizar sedas finas. Quanto mais fina for a seda…. mais longo o lançamento, o problema é a hipótese de ruptura no lançamento. Para reduzir esse risco, aconselho um “chicote” com uma linha mais grossa e/ou um elástico na chumbada (além de suportar a força no lançamento, ajuda a que a chumbada “voe” mais uns metros). Os meus chicotes são de aproximadamente duas vezes e meia o tamanho da cana, mas há quem faça com mais ou com menos. Outra técnica que utilizo que me tem dado bons resultados é, ao chegar ao pesqueiro, descobrir as correntes que “entram” pelo mar e aí colocar a minha montagem com uma chumbada esférica. O mar faz o trabalho de levar o nosso isco (não esquecer de ir soltando linha) muitas vezes directamente para a boca do peixe, pois sabemos que eles normalmente alimentam-se “contra a corrente”. Aconselho os pontões mas peço-vos que tenham muito cuidado, nunca vão sozinhos pois são locais perigosos onde uma onda aparecendo do nada pode causar vários estragos, incluindo a morte. Pesquem sempre com segurança!
Vão lá molhar a minhoca,
Pescas

quarta-feira, agosto 03, 2005

Mais uns nós

O “Albrigth Knot”:
















O Albrigth Knot deve ser utilizado quando pertendemos unir um segmento de linha de grande diâmetro a outro de pequeno diâmetro. Com ele, podemos unir com faciliade um segmento de 0,20 a outro de 0,70 ou 0,80. É um nó excelente para unir o terminal a um fio de aço para a pesca de predadores tanto na água doce como no mar


O “
Perfecion Knot”:




O Perfecion Knot, é utilizado para fazer uma pequena argola no monofilamento para unir o baixo de linha à linha


O “
Palomar Knot


O Palomar Knot, é fácil de atar, e tem uma resistência de ruptura de 90%.


O “
Arbor Knot”:


O Arbor Knot é normalmente utilizado para realizar a união do backing á bobina do carreto


Agradecimentos: Zé Rodrigues- portugalflyfishing